Pará do Brasil

Pará do Brasil
carrega na cabeça do barqueiro para ver as fotos, no Flickr, do Pará

De 15 dias apenas por um estado do Brasil, o Pará, fiquei bastante mais esclarecido do que É o Brasil (ou pelos menos uma pequena parte do Brasil). Uma coisa é certa não é um territorio onde pupulam por todo lado bandido e safados. Pelo contrário esta é a terra, dos paises que eu já visitei, mais cheia de pessoas de boa indole, dispostas a ajudar o próximo de um modo bem altruista. Também é certo que pelo facto de ser portuguesa isso contribuiu, e muito, para que me entendessem e me pudessem ajudar.
Por isso tudo (e passando ao lado de que é preciso ter cuidado na forma como se anda pelas ruas, ou seja sendo discreta e não ostentando grandes riquezas, vestir simples e com adornos simples) o Brasil é um terra de grandes oportunidades para conhecer vida selvagem, a natureza abunda por todo o lado, enontrar colibris a esvoaçar pela cidade de Belem que é uma cidade com 1 432 844 de habitantes, segundo o wikipedia, foi uma surpreendente surpresa.

Aqui também existem uma miriade de frutos que me eram totalmente desconhecidos e de que vou ter boas saudades, com eles os brasileiros fazem sumos que chama de ¨sucos¨, o babaçu, taperaba, buruti, acerola, carambola, cupuaçu para alem daqueles que eu já conhecia maracuja, abacaxi, laranja, etc…. Mar para mim o rei de todos estes sucos que na realidade é mais um creme é o açai, que é meio amargo e meio doce e super nutritivo e que a mim me parece excelente para repor o equilibrio interno quando alguma coisa pode estar a perturbar o sistema digestivo.

Aqui sente-se realmente o que é viver em comunhão com a natureza. Não vi nenhuma onça (jaguar) nem capivara ou tatu, os mamiferos em geral são timidos e estes que eu refiro são todos mais nocturnos. Mas vem-se para olhos atentos macacos bem no topo da copa de arvores do tamanho de predios de 7 andares e sente-se que muitos mais andam por ali…. O que se vê por o todo o lado são as 500 especies de passaros diferentes, os guará (ibis vermelhos) que mais parecem lenços vermelhos a esvoaçar ao vento, os passaros ¨não me esqueças¨ que recordam aos papa-figos, os urubus (tipo abutres que andam por todas as cidades e limpam tudo o que é materia organica em decomposição) os gaviões, falções e mais uma porrada de outras especies.
De insectos nem se fala…. a formiga é a rainha dos insectos existem n especies que são usadas para diferentes fins, existe uma que é usada como repelente de insecto matam umas quantas com as mãos e esfregam as mãos e as emanam um cliquido ou resina que se assemelha a plantas tipo eucalipto ou citrino. Com uma outra especie fazem uma iguaria comestivel e vem-se em alguns locais pessoas ao pé das estradas com garrafinhas de plastico na mão apanhando-as das suas tocas.

Bom e do rio amazonas e de seus afluentes existem muitos peixes que são apanhados e que se vendem, como no mercado Ver-o-peso, dois nomes retive o tucunare e pirarucu  🙂 Felizmente parece-me que ainda abundam os golfinhos, os mais pequenos cinzentos chamados de tucuxi e os cor de rosa com nariz comprido os boto. Eu no entanto tenho a ideia que com a activação da barragem que estão a construir de monte belo, com prvisão de conlusão em 2016, com o decorrer do tempo a vida fluvial (plactôn, peixes e por fim os botos/golfinhos e outros mamiferos de rio como as lontras e os repteis jacares etc) vão ser seriamente afectados.

A opinião que recebi foi de que a energia electrica do estado do Para é da mais cara do Brasil e a barragem ira permitir baixar o valor da electricidade, cada vez que me comentaram isto a minha resposta foi sempre a mesma que a floresta da Amazonia é unica no mundo e os recursos que lá estão encerrados são em medio e longo prazo muito mais valiosos economicamente que toda a energia elctrica que alguma vez possa vir a ser produzida e não apenas pelo que a floresta encerra em si mesma mas pelo que a popúlação que vive com ela a milhares de anos sabe os indigenas.

Mesmo assim, a parte desta ideia completamente imbeciloide da barragem parece-me que no Brasil se tem lutado muito e conseguido tambem bastante em prol do povo indigena. É uma luta e não um direito adquirido, o que é errado. Eu penso sempre que o contrario é que devia ocorrer, deveriam eles ser estimados por terem resistido ¨fora da rede¨ todos estes séculos.

 

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